Há um tempo e um momento para cada coisa, para cada caso.
Cada dia é dia de ser novo, mas ser quem?
Há um dia para cada tormento
E um lamento a cada passo, para todo descompasso.
Há dias, há tempos tem sido assim:
Não há quem resista, há quem complica e não entenda.
Há quem lamenta e desconcentra.
Há quem espera... e só.
sábado, 6 de junho de 2015
Depois do ponto de ônibus
Eu vejo as
casas passando
E o Sol
clamando por atenção
Vejo as
nuvens se dissipando no céu
Eu vejo...
Em pequenos
laços de memória a vida se esvai
Eu vejo o
dia virando noite
E a noite
cada vez mais brilhante
De longe eu
vejo a Lua
Eu vejo...
Tanto que
vejo
Tanto que
penso, são tantas as coisas que sinto
Enquanto
tudo se vai, eu fico
Mesmo sendo
eu o passageiro
Quem passa
ligeiro não sou eu
Eu vejo
tudo por uma janela
Por uma
fresta de vida
Eu sinto o
vento nos cabelos
E mais
adiante eu vejo...
Vejo esse
meu destino que não tarda a chegar
Passa
ligeiro
E eu,
passageiro
Um dia
chego lá!
sexta-feira, 5 de junho de 2015
Passa a vírgula e tem mais problema.
Dos diversos problemas que o Brasil
enfrenta, não seria o conjunto urbano e social um fator exclusivo para que não
pudesse ser encaixado na categoria: INFELICIDADE. Sim, tamanha deve ser a
infelicidade daquele que vive aqui, inclusive eu, exposto a todo tipo de fúria
enigmática que se traduz em soluções desastrosas do avanço social e,
consequentemente problemático. Vejamos os fatos: falta de planejamento base
para promoção do controle desordenado das cidades, que promove os grandes
centros como áreas inacessíveis devido ao seu encarecimento (para alegria dos
pobres, olha só que beleza!), contribuindo assim, para que se busque por
moradias mais distantes e mais acessíveis (sim, estou me referindo ao custo
financeiro, até porque ‘não vejo’ incomodo algum em atravessar o Rio São
Francisco se, somente se, do lado oposto tiver uma moradia FREE. O que acham?).
Não bastasse a dificuldade para com
o acesso às áreas de maiores produções e qualidades, uma numerosa parte dos
trabalhadores possuem salários baixíssimos e para sua formosa infelicidade: o
transporte público é um desastre, precário, tais zonas segregadas não contam
com o saneamento básico e o asfalto e, para reforçar, os índices de violência
estão lá no topo.
Falando em topo, que acham das
favelas? Conjunto 'infeliz' da parte esquecida e desestruturada das cidades do
meu Brasil. Ô beleza! Desemprego, falta de planejamento urbano, concentração de
renda, invasão de áreas inapropriadas, desfavoráveis à habitação, a exemplo dos
morros.
O Brasil brasileiro está
transbordando de problemas, não é verdade? Por falar em transbordar, toda essa
conversa desestruturada também se relaciona à agressão ao meio ambiente, um de seus
prodígios são as enchentes que podem sim ocorrer tendo ou não a interferência
humana, mas que na maioria dos casos, por falta de planejamentos urbanísticos,
loteamentos, poluição, impermeabilização do solo, a água não encontra saída e
simplesmente, transborda. Transborda para dentro de nossas casas, inundando
nossas salas e queimando aquela televisão que só tinha sido paga a primeira
parcela, apodrecendo a madeira do sofá (o sofá que se costumava sentar todas as
noites para assistir à novela das 8 na televisão que só tinha uma parcela paga
e que queimou numa enchente que adentrou a humilde residência).
Agora, peço perdão, mas já estou
indo. Se for mesmo para listar todas as infelicidades desses, inclusive eu,
brasileirinhos, eu passaria a madrugada, o ano ou sabe Deus o tempo para falar
tudo. E assim, quando já estivesse prestes a terminar, surgiria mais algum só
pra enfatizar que problema todo mundo tem, inclusive nós, brasileirinhos. Não é
verdade?
quinta-feira, 4 de junho de 2015
Ponto de rotação
Tinha uma borboleta na minha escada
Mas o vento a tirou para dançar
Agora ela já não está mais lá
Que faço sem borboleta
Se com o vento ela insiste rodopiar?
Pousa, borboleta, repousa
Me permite a valsa
E vem pra escada que é seu lugar
Se borboleta repousasse
E fizesse da escada um lugar para morar
Eu que rodopiava
E procurava um lugar para me achar
Borboleta se foi...
(Borboleta precisava de morada, e é claro que nem toda morada é prisão. Ela poderia ficar na escada se a escada a fizesse feliz... mas acho que não.)
Mas o vento a tirou para dançar
Agora ela já não está mais lá
Que faço sem borboleta
Se com o vento ela insiste rodopiar?
Pousa, borboleta, repousa
Me permite a valsa
E vem pra escada que é seu lugar
Se borboleta repousasse
E fizesse da escada um lugar para morar
Eu que rodopiava
E procurava um lugar para me achar
Borboleta se foi...
(Borboleta precisava de morada, e é claro que nem toda morada é prisão. Ela poderia ficar na escada se a escada a fizesse feliz... mas acho que não.)
quarta-feira, 3 de junho de 2015
De uma aula com vários pontos de interrogação...
Convém
frisar que não é sempre assim. Vez em quando aparece algo ou alguém, resposta
ou solução que te faz sair da mesmice. Vez em quando os ventos sopram a favor e
deixo-me levar... Não que eu me leve assim, vez em sempre que o vento sopra.
Mas, de vez em quando algo acontece e me permito aceitar, permito que adentre o
meu coração e ele se deixe habitar. Vez em quando é de vez em sempre, sempre
que de vez em quando algo bom resolve acontecer de vez em nunca.
terça-feira, 2 de junho de 2015
Silêncio que grita é ponto!
Falo ou não
falo, digo ou não digo, calo ou não me calo... ? Calei.
Abri a porta, fechei a
porta, saí, entrei, voltei.
Falo ou não falo, digo ou não digo, calo ou não me
calo... ? Não sei.
Falou,
falou comigo.
Respondo ou não respondo, não respondo e não respondo... digo:
Olá.
Olá, recebi
de volta. E agora?
Falo ou não falo, digo ou não digo, calo ou não me calo... Tudo bem?!
Respondi,
respondi, respondi: Não sei... digo (que desastre!, pensei), tudo.
Que
desastre, que desastre, que desastre! - Tem certeza?
Deus meu,
falo ou não falo, digo ou não digo, calo ou não me calo... ?
(?)
(?)...
(?)..............
segunda-feira, 1 de junho de 2015
Ponto de chuva
Chove lá fora. Te contei?
Chove algo que não é chuva, que não é coisa nem outra.
Chove lá fora. Já te contei.
Chove muito e muita coisa e coisa e tanta que mesmo se eu te contasse (já contei?) você não entenderia...
Chove lá fora. É sério, chove mesmo!
Transborda chuva por tudo que é lado (debaixo do guarda chuva, na rua, na casa e no coração) e entope (o bueiro, o carro, o moço e a menina que está apaixonada pelo moço, mas me jure que não conta isso a ninguém não).
Chove lá fora. EU SEI, EU JÁ TE CONTEI!
Mas chove tanto, e coisa e outra e coisa e tanta que chove e chove e chove.
E você não entenderia. Não...
Chove lá fora.
Dessa vez é sério, juro.
Chove água, chove chuva, chove o moço na calçada e a menina que apaixonada (não diga que te contei) corre em sua direção.
E transborda.
E alguma coisa entope. Não sei se o moço ou a menina, se a casa ou o coração ou até mesmo o bueiro que está cheio de chuva e coisa e tanta e coisa e outra que chove e chove e chove.
Pronto, entupiu!
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